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Você é um “falso magro”? Saiba que gordura abdominal pode ser mais perigosa do que sobrepeso

O acúmulo de gordura visceral é considerado um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares como o infarto do miocárdio e o AVC


Você é um “falso magro”? Saiba que gordura abdominal pode ser mais perigosa do que sobrepeso

Você já escutou o termo “falso magro”? O falso magro, geralmente, é aquela pessoa que come bastante e parece apresentar boa forma. Porém, basta levantar ou tirar a camisa que acaba revelando que possui certa saliência abdominal.

 

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Mas como pode uma pessoa acumular gordura abdominal e ser magro no restante do corpo? “Pessoas com esse tipo de corpo, apesar de não aparentarem, podem estar com percentuais de gordura acima da média e isso pode ser um risco à saúde”, afirma a Dra. Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Quando estamos por avaliar a nossa forma e a nossa saúde, é muito comum nos atermos apenas ao que mostra a balança; quando muito, fazemos o cálculo do índice de massa corpórea (IMC). No entanto, hoje se sabe que essas duas medidas não refletem de forma efetiva a qualidade da nossa forma física. Por exemplo, os “falsos magros” não são denunciados pela balança e nem pelo cálculo de índice de massa corpórea. “O acúmulo de gordura abdominal pode ser mais perigoso do que ter o peso elevado, pois a gordura visceral – essa, localizada na barriga –, é responsável por diversos problemas relacionados ao nosso metabolismo e à saúde cardiovascular. Estudos já comprovaram que, mesmo que você esteja dentro dos parâmetros normais de IMC (com até 24,9), pode apresentar problemas por conta de altos níveis de colesterol, triglicérides e glicose”, alerta a nutróloga. Um indicativo desse problema é dado pelo exame de biompedância, que consegue identificar a disposição de gordura e músculos em regiões como tronco, membros superiores e membros inferiores. “Com relação aos índices de colesterol, triglicérides e glicose, o ideal passar por um médico que pedirá um exame de sangue”, afirma.

Segundo a Dra. Marcella, esta gordura funciona, para o seu corpo, como uma energia reserva, ou seja, um “estoque”. Portanto, quanto mais calorias consumimos (sem queimá-las), mais gordura estocamos. Mas qual é a causa desse acúmulo? A médica explica que isso é causado, basicamente, por dois fatores: sedentarismo e má alimentação.

Como um falso magro quer perder apenas barriga e não peso como um todo, terá que unir uma boa dieta alimentícia e exercícios físicos. “Para sair do sedentarismo, o objetivo, nesse caso, é trocar gordura por músculo, e não perder peso. Então, o ideal é investir em exercícios de ganho de massa muscular e em atividades aeróbicas de muito volume e baixa intensidade, para manter a queima de gordura sem emagrecer demais. Quanto mais massa magra tiver, mais fácil ficará queimar a gordura localizada”, explica.

E quanto à alimentação? “A pessoa que possui essa condição deve evitar os alimentos que aumentam os níveis de glicose e insulina, como os açúcar e carboidratos refinados, além dos alimentos ricos em gorduras saturadas, gorduras trans e aqueles que tem uma quantidade de nutrientes e fibras que aumentam a fermentação e, consequentemente, a distensão abdominal”, afirma. Segundo ela, o álcool, devido às calorias e ao gás resultante da fermentação, pode também contribuir para o aumento da distensão abdominal e, se o consumo de grandes volumes for frequente, pode acarretar em aumento da gordura visceral. “Dê preferência às proteínas magras, aos vegetais, e aos carboidratos e gorduras de boa qualidade. Alimentos que ajudam a acelerar o metabolismo também podem ser benéficos, como canela, gengibre, chá verde, pimenta vermelha, entre outros”, complementa.

Por fim, a médica alerta para duas coisas importantes: ficar atento aos exames sanguíneos e realizar um acompanhamento nutrológico. “Exames sanguíneos como o de glicose, colesterol e triglicérides podem ajudar a sinalizar problemas relacionados a esse acúmulo de peso na região abdominal. O nutrólogo, por sua vez, saberá como elaborar um plano de alimentação para controlar essas alterações metabólicas e indicar a dieta ideal para a transformação dessa gordura visceral em massa magra”, finaliza.

FONTE: DRA. MARCELLA GARCEZ




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