Nutrição


6 alimentos ou bebidas que você deve minimizar ao máximo o consumo durante a quarentena

Acredite, esses alimentos fazem muito mal e, se possível, muitos deles você deve eliminar completamente da sua dieta.


6 alimentos ou bebidas que você deve minimizar ao máximo o consumo durante a quarentena

Todos nós já sabemos o papel da alimentação no processo de fortalecimento do sistema imunológico. Mas quais alimentos comer? E quais não comer?

 

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“De forma geral, temos que aumentar a ingestão de alimentos in natura, aqueles obtidos de plantas ou animais que chegam ao consumidor sem terem passado por nenhum tipo de processamento. Nessa categoria se enquadram alimentos como frutas, legumes, verduras, hortaliças, grãos, nozes e ovos. São eles que provêm os nutrientes necessários para o bom funcionamento orgânico”, afirma a Dra. Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia. “Mas alguns outros alimentos devem ter seu consumo minimizado ao máximo, pois estão relacionados ao aparecimento ou piora de diabetes, doenças cardiovasculares e obesidade, além de aumentarem o perfil inflamatório e piorarem as respostas imunológicas do nosso organismo”, completa a médica. Abaixo, os 6 piores alimentos ou bebidas que devem ser evitados:

1) Açúcares simples: Fuja principalmente do açúcar branco, mas também do mascavo, do mel, do açúcar demerara, da alfarroba, do açúcar de coco, maltodextrina, dextrina, frutose, glicose, glucose, oligossacarídeos, sacarose, xarope, xarope de milho e outros carboidratos simples além de todas as farinhas brancas e refinadas. “O consumo abusivo de açúcares aumenta o perfil inflamatório e também o risco e prevalência de doenças como diabetes e obesidade, que contribuem para o agravamento dos sintomas da Covid-19″, afirma a Dra. Marcella. “Passe a se preocupar com o que come, pois carboidratos com alto índice glicêmico provocam aumento instantâneo de radicais livres e glicação das proteínas. O excesso de radicais livres pode alterar proteínas, lipídeos e até mesmo o DNA. É sabido que pacientes sedentários ou obesos possuem marcadores de estresse oxidativo muito maiores que pacientes magros e ativos fisicamente. Isso explica a maior incidência de câncer, doenças cardiovasculares, infarto, hipertensão e, também, como todas as células, o envelhecimento cutâneo é afetado. A pele torna-se mais flácida, porque o colágeno é afetado pelo excesso de açúcar. De forma geral, com um excesso de açúcar circulante as respostas imunes são piores, os riscos de infecção por micro-organismos são maiores e os processos de recuperação e cicatrização são mais lentos”, afirma a cirurgiã plástica Dra Beatriz Lassance, membro do American College of LifeStyle Medicine.

2) Sal: O uso excessivo de cloreto de sódio é o principal fator alimentar que aumenta a prevalência de hipertensão arterial, outra comorbidade relacionada aos riscos de piora quando há infecção pelo novo coronavírus. “O excesso de sódio é um vilão porque ele vai contribuir com o aumento de pressão arterial, que é um fator de risco para a doença aterosclerótica e problemas circulatórios, além de piorar a retenção hídrica. Se você tem uma dieta muito rica em sódio, você tem maior tendência a retenção de líquidos no organismo”, afirma a Dra. Aline Lamaita, angiologista e cirurgião vascular, membro do American College of Lifestyle Medicine. Vale lembrar que o sódio também pode estar presente em alimentos doces ou sucos, uma vez que é utilizado para realçar o sabor. “Quando um alimento não leva açúcar e sim adoçante, uma maneira que a indústria usa para mascarar aquele sabor desagradável do adoçante e melhorar o sabor do alimento é acrescentando sódio. Você pode reparar que todo produto que é light, diet, zero, que é limitado em açúcar e contém adoçante, tem mais sódio em geral do que as versões regulares”, completa a angiologista.

3) Gorduras não saudáveis: “As gorduras trans, as interesterificadas (óleos que foram modificados quimicamente), as vegetais hidrogenadas, as frituras de imersão e gorduras saturadas de origem animal, devem ser evitadas ou consumidas muito eventualmente porque aumentam os riscos de doenças cardiovasculares e metabólicas, portanto agravam os riscos da Covid-19”, afirma a Dra. Marcella. “O grande problema dos altos níveis de colesterol no sangue está no fato de ser uma intercorrência silenciosa: o colesterol aumentado pode não causar sintoma nenhum, obstruindo as artérias aos poucos. Então, em alguns casos, a primeira manifestação da alta do colesterol é um evento como infarto ou derrame, quando já é tarde para prevenir. Como é uma doença silenciosa, que quando se manifesta pode concursar com situação grave, a melhor política é a prevenção, com dieta e estilo de vida saudável, além de avaliação médica periódica”, alerta a angiologista Dra. Aline Lamaita.

4) Alimentos ultraprocessados: “São todos aqueles nos quais não conseguimos identificar a composição, nem o que dá a eles sabor e cor. Repletos de aditivos químicos e ingredientes sintéticos, esses alimentos geralmente trazem muitas calorias e pouco valor nutricional, portanto devem ter seu consumo restrito”, afirma a Dra. Marcella. Já os alimentos minimamente processados e processados, que são aqueles que receberam algum processamento para facilitar o consumo e a conservação, podem ser inseridos em um plano alimentar adequado, desde que sejam boas escolhas.

5) Bebidas alcoólicas: A ingestão abusiva de bebidas alcoólicas é um dos grandes problemas desses tempos de pandemia, porque agrava as condições de saúde, pois sobrecarrega fígado e pâncreas, além de agravar o perfil inflamatório do organismo e piorar as respostas imunológicas, segundo a médica nutróloga. “O álcool em excesso provoca um aumento enorme na produção de radicais livres e uma inflamação generalizada”, afirma a Dra. Beatriz. Por favorecer a desidratação, o álcool, além de aumentar a incidência de câimbras e dores musculares, ainda pode fazer com que o organismo retenha mais líquidos. “Como resultado, ficamos mais edemaciados, a pressão vascular pode aumentar, o que contribuir para o surgimento de problemas vasculares como varizes e trombose”, afirma a cirurgiã vascular e angiologista Dra. Aline Lamaita. Outros complicadores são os riscos do desenvolvimento de consumo compulsivo e alcoolismo, que podem levar ao agravamento de problemas sociais e ainda concursam com maiores índices de violência doméstica.

6) Refrigerantes: O consumo de refrigerantes aumentou também nesse período de isolamento social, particularmente entre crianças e adolescentes que estão em casa. “Sabendo que os refrigerantes não têm nutrientes benéficos, além da água, sendo que as versões regulares trazem muito açúcar e as versões diet possuem muito sódio, sua ingestão deve ser desencorajada”, afirma a Dra. Marcella Garcez. Um estudo publicado em setembro do ano passado no JAMA Internal Medicine, que incluiu mais de 450.000 indivíduos de 10 países, apontou que o consumo de apenas dois copos de refrigerante por dia é suficiente para aumentar o risco de morte por diferentes causas.

Por fim, a nutróloga ressalta que, nesse momento, o ideal é apostar nos alimentos in natura e em preparações preferencialmente caseiras, priorizando as proteínas de alto valor biológico (carnes, ovos e leguminosas), os ácidos graxos ômega-3 (peixes de água fria e sementes oleaginosas), vitamina C (frutas cítricas e vegetais verde escuro), polifenois (vegetais pigmentados e frutas de coloração avermelhada) e caratenoides (vegetais amarelos, alaranjados e vermelhos como abóbora, cenoura e tomate), além de realizar acompanhamento nutrológico, por telemedicina, com um médico capacitado e preferencialmente membro da Associação Brasileira de Nutrologia, pois ele fará orientações, plano de alimentação e suplementação de acordo com as necessidades de cada paciente.

FONTES: DRA. MARCELLA GARCEZ, DRA. ALINE LAMAITA, DRA. BEATRIZ LASSANCE




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