6 estragos da obesidade - Marcio Atalla

6 estragos da obesidade

O excesso de peso provoca problemas que prejudicam dos rins ao coração

Por: Equipe Marcio Atalla


6 estragos da obesidade

A obesidade já é uma epidemia global. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o número de obesos triplicou no mundo desde 1975.

No Brasil, a obesidade atinge 1/ 4 da população. E o alerta segue ligado, já que pelos dados do Ministério da Saúde, o número de pessoas que não são obesas, mas estão acima do peso já chega a quase 60% dos habitantes do país.

Por isso, o dia 4 de março foi escolhido para ser o Dia Mundial da Obesidade, para conscientizar as pessoas da importância de combater os níveis elevados de gordura corporal, que está associada a vários problemas de saúde que podem afetar:

.O coração

.Os rins

.A circulação

.O metabolismo

.As articulações

.O aparelho reprodutor

 

Quer saber mais sobre os 6 grandes estragos que a obesidade e o sobrepeso podem causar? Então não deixe de ler esta matéria.

O que é a obesidade

A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal.

Uma pessoa é considerada obesa quando seu Índice de Massa Corporal (IMC) é maior ou igual a 30 kg/m2. Os indivíduos que possuem IMC entre 25 e 29,9 kg/m2 são diagnosticados com sobrepeso e já podem ter alguns prejuízos com o excesso de gordura. Geralmente o excesso de peso corporal tem sempre como uma das principais causas uma alimentação desequilibrada, rica em gorduras e açúcares, aliada a uma vida sedentária.

‘’A obesidade não é somente uma questão estética, mas sim uma doença crônica e como toda doença crônica, não tem cura definitiva, portanto deve ser tratada e acompanhada, pois pode aumentar riscos à saúde com agravamento da morbidade e aceleração da mortalidade’’, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

E acrescenta a nutróloga:

‘’Os problemas advindos do excesso de peso estão seriamente ligados à distribuição de gordura no organismo e podem originar outras disfunções e doenças de igual ou maior gravidade, que impactam a qualidade e expectativa de vida das pessoas acometidas. Os impactos psicológicos podem levar à perda da autoestima, depressão, ansiedade e transtornos alimentares’’.

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Coração, rins e circulação

A obesidade é um fator de risco para:

.Aumento do colesterol

.Doenças cardíacas

.Hipertensão

.Problemas na circulação

“A gordura está relacionada com o depósito de placas de colesterol nas artérias coronárias que irrigam o coração, favorecendo a má circulação do sangue. Além disso, as veias são afetadas pela grande quantidade de sódio acumulado no organismo de quem está com sobrepeso, o que causa retenção de líquidos e dificulta ainda mais a circulação”, diz a cirurgiã vascular Aline Lamaita, da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).

Essa gordura também pode afetar o sistema venoso, danificando a circulação do sangue e favorecendo o aparecimento de varizes nas pernas.

“Com o retorno venoso prejudicado, o sangue que deveria voltar ao coração fica acumulado nas pernas, aumentando a pressão sanguínea dentro das veias e favorecendo a sua dilatação. E se não forem tratadas corretamente, as varizes podem gerar outras complicações relacionadas ao bombeamento inadequado de sangue, como a trombose, caracterizada pelo desenvolvimento de um coágulo sanguíneo nas veias que causa uma inflamação na parede do vaso’’, diz ainda a dra. Aline.

A obesidade também uma inimiga declarada dos rins!

“Quando o corpo fica maior devido ao acúmulo de gordura, os rins filtram em ritmo acelerado, o que chamamos de hiperfiltração e que, a longo prazo, leva à doença renal crônica, com um risco estimado de até 7 vezes maior do que em indivíduos sem obesidade”, explica a médica nefrologista Caroline Reigada, especialista em Medicina Interna pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e em Nefrologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

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Metabolismo, articulações e reprodução

E um dos estragos já bem conhecidos do sobrepeso é o aparecimento de doenças metabólicas, como o diabetes do tipo 2.

‘’O abuso de açúcar e carboidratos, além de favorecer o ganho de peso, faz com que o organismo se torne resistente à insulina, o que causa a condição’’, esclarece a médica nutróloga Marcella Garcez.

E a dra. aborda ainda outros riscos da obesidade:

“A doença hepática gordurosa não alcóolica é outra doença comumente observada em pessoas obesas, sendo caracterizada pelo acúmulo de gordura nas células do fígado, o que, se não tratado, pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares e esteatohepatite, além de levar à fibrose e ao desenvolvimento de cirrose hepática. Além disso, pessoas obesas também possuem maiores chances de desenvolver câncer, já que o acúmulo de gordura estimula a produção de hormônios envolvidos no desenvolvimento de células cancerígenas’’.

E as articulações do corpo também sofrem bastante com o peso acima do normal.

“O sobrepeso causa uma sobrecarga das articulações, provocando um trauma repetitivo excessivo da cartilagem, o que, consequentemente, leva a sua degeneração. O dano é ainda pior quando o sobrepeso está associado ao sedentarismo. Os pacientes sedentários apresentam uma diminuição da massa muscular, levando a perda de proteção das articulações. É importante lembrar que as articulações foram feitas para serem movimentadas, logo, se ficam paradas por muito tempo, sofrem um processo de atrofia e rigidez que causa dor”, afirma o ortopedista Marcos Cortelazo, especialista em joelho e traumatologia esportiva e integrante Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

E algo que muita gente não sabe: obesidade é uma doença que pode atrapalhar os planos de quem quer ter filhos!

“Mulheres com sobrepeso têm cerca de 25% menos chances de engravidar e aquelas com obesidade apresentam queda na taxa mensal de gravidez de até 50% em relação às mulheres com a mesma idade e com peso normal. Em relação à obesidade masculina, o impacto pode ser ainda maior. Homens obesos apresentam diminuição de até 60% na fertilidade, pois a obesidade pode ocasionar baixa quantidade e qualidade do sêmen”, garante o ginecologista e obstetra Rodrigo Rosa, especialista em reprodução humana e diretor clínico da Clínica Mater Prime, em São Paulo.

“A ovulação e a função reprodutiva são eventos biológicos dependentes das reservas energéticas do corpo. Não só o peso em específico, mas principalmente a composição corporal e a distribuição de gordura no corpo, além da qualidade da dieta e o sedentarismo, podem, sim, estar ligados à infertilidade feminina e masculina”, complementa médico Fernando Prado, especialista em Reprodução Humana, membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e diretor clínico da Neo Vita.

Uma das formas de combater a obesidade e o sobrepeso é investir numa alimentação de qualidade, evitando:

. Alimentos processados

.Açúcar, gorduras e sal em excesso

.Fast food

E consumindo:

. Legumes

.Verduras

,Frutas

.Grãos integrais

.Carnes magras

 

Contamos com a colaboração da Holding Comunicações se dos médicos:

Dra.Marcella Garcez/ Nutróloga

Dra.Aline Lamaita/ Cirurgiã Vascular,

Dra. Caroline Reigada/Nefrologista

Dr. Marcos Cortelazo/ Ortopedista

Dr. Rodrigo Rosa/Ginecologista e Obstetra

Dr. Fernando Prado/Especialista em Reprodução Humana

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