Sem medo do câncer cerebral
Saiba como enfrentar este tipo de câncer
Por: Equipe Marcio Atalla
Ouvir a palavra câncer costuma provocar grande impacto emocional, principalmente quando o tumor está localizado no cérebro.
Muitas pessoas associam a doença automaticamente à incapacidade, sofrimento inevitável ou morte, o que pode gerar medo, isolamento e sofrimento emocional nos pacientes e familiares.
Por isso todo ano a campanha Maio Cinza busca alertar a população sobre o câncer cerebral e conscientizar sobre quais são as possibilidades de cura e os tratamentos disponíveis.
Quer saber mais? Então siga lendo esta reportagem até o final.
Causas e sintomas
Descobrir que se está com um tumor é um estigma social que afeta milhares de pessoas em todo o mundo. Mas o efeito é ainda mais significativo para os pacientes que recebem o diagnóstico de estarem com um tumor cerebral.
“Falar sobre câncer pode gerar um grande medo entre as pessoas, fazendo com que algumas delas até evitem citar a doença. Quando se trata de uma doença no cérebro, esse cenário é ainda mais complicado e requer maior atenção e cuidado”, afirma o oncologista Ramon Andrade de Mello, Pós-Doutor Clínico no Royal Marsden NHS Foundation Trust (Inglaterra), pesquisador honorário da Universidade de Oxford (Inglaterra),Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC) e médico do Centro Médico Paulista High Clinic Brazil (São Paulo).
Mas em qualquer diagnóstico, é indispensável contar com acompanhamento especializado para avaliar e definir quais abordagens terapêuticas são mais indicadas.
‘’ Claro que existem variações, sendo necessário realizar exames detalhados para acessar resultados precisos, descobrir se o tumor é benigno ou maligno e, só então, entender a gravidade de cada caso”, fala o oncologista.
O câncer cerebral integra os tumores do sistema nervoso central, que surgem pelo crescimento anormal de células no cérebro ou em estruturas próximas. As causas não são totalmente conhecidas, mas há fatores de risco reconhecidos, como:
.Predisposição genética hereditária
.Exposição à radiação ionizante
Os sintomas variam conforme a localização e o tamanho do tumor. Entre os principais sinais de alerta estão:
.Dor de cabeça persistente e progressiva
.Vômitos
.Convulsões
.Alterações na visão
.Perda de capacidade motora
.Perda de equilíbrio
.Fraqueza de um lado do corpo
.Dificuldades na fala
.Perda de memória
.Confusão mental
.Crises epilépticas
Estes sintomas podem ser confundidos com os de outros tipos de doenças. Por isso, para tirar a dúvida e ficar tranquilo, é recomendável buscar uma orientação médica adequada.
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Tratamento e terapia
Receber o diagnóstico de um câncer cerebral interfere em praticamente todos os aspectos da vida do paciente. Além da necessidade de iniciar um tratamento oncológico que, em muitos casos, é bastante desgastante, essas pessoas também enfrentam diversos desafios físicos e emocionais.
“Descobrir um câncer nunca é fácil, mas descobrir um câncer com baixo índice de cura é ainda pior. Isso afeta todos os campos da vida do paciente, incluindo o tratamento oncológico”, aponta o dr. Ramon Andrade.
Após a conclusão do tratamento, os pacientes precisam seguir um plano de acompanhamento seguro, com:
.Exames neurológicos
.Suporte psicoterapêutico
“Para tornar esse tratamento mais seguro, é sempre recomendado o acompanhamento psicológico. Mesmo nos casos onde já foi realizada a extração do tumor principal, algumas pessoas ainda são assombradas pelo medo da reincidência cancerígena. Por isso, a psicoterapia é tão importante nesse processo e deve ser conciliada com uma estratégia de acompanhamento seguro, com ressonância e exames neurológicos, mesmo após o tratamento final”, orienta o especialista.
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A importância dos exames
Relacionar a cura ao tratamento do câncer envolve a análise de diversos fatores clínicos, que variam de acordo com cada paciente.
“É necessário fazer uma análise precisa de cada caso e entender a gravidade e estágio de cada pessoa. Os tumores infiltrativos são capazes de se espalhar para o interior dos órgãos, então, por mais que haja a extração do tumor principal, podem surgir novas recidivas”, explica o oncologista.
Por isso, é necessário estar atento a essa possibilidade ao longo da vida.
‘’Os exames de rotina exercem um papel fundamental no controle de novas recidivas, se tornando indispensáveis para os pacientes por toda a vida. Além disso, quanto antes é descoberto um novo foco da doença, maiores são as chances de longevidade e alternativas de tratamentos”, finaliza o médico.
Contamos com a colaboração da Holding Comunicações e do médico: Dr. Ramon Andrade de Mello/Oncologista
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