A menopausa mexe com o cérebro - Marcio Atalla

A menopausa mexe com o cérebro

Mulheres na menopausa podem ter alterações na memória e concentração

Por: Equipe Marcio Atalla


A menopausa mexe com o cérebro

A menopausa marca o fim do período reprodutivo, por causa do processo natural de envelhecimento do corpo feminino. É um período desafiador para a maioria das mulheres. 

Mas a menopausa também pode provocar alterações no cérebro, levando a dificuldades de:

.Memória 

.Concentração

E alguns estudos científicos revelam que é possível desenvolver estratégias eficazes para tratar dessas questões.

 

O impacto da menopausa

 A menopausa tem particularidades mais amplas do que muitas mulheres imaginam. Além dos sintomas físicos mais conhecidos, como os fogachos, essa fase também pode vir acompanhada de manifestações cognitivas e alterações reais na estrutura cerebral, como aponta uma revisão recente da literatura que reuniu estudos (https://menopause.org/press-releases/how-menopause-restructures-a-womans-brain)) com exames de imagem do cérebro de mulheres na menopausa.

“Esses sintomas cognitivos compõem um quadro conhecido como ‘brain fog’ ou nevoeiro mental, com profundo impacto na qualidade de vida e no bem-estar de mulheres que estão passando pela menopausa”, afirma a ginecologista Ana Paula Fabricio, com Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO).

Os principais sintomas cognitivos são:

.Dificuldade de concentração

.Lapsos de memória

.Confusão mental

.Lentidão de raciocínio

De acordo com as evidências observadas nos exames de imagem de mulheres na menopausa é possível identificar, nesse período, uma diminuição do volume de massa cinzenta em áreas como o hipocampo e determinadas regiões dos córtices frontal e temporal.

“Essas estruturas estão diretamente envolvidas com a memória, a tomada de decisão e a capacidade de organização, planejamento e concentração.  Logo, a redução de massa cinzenta nessas áreas está associada à queda em alguns tipos de desempenho cognitivo, como na memória verbal, responsável por lembrar palavras e informações. Por isso, na menopausa, muitas mulheres relatam dificuldades de encontrar palavras durante uma conversa ou de lembrar de tarefas importantes”, fala a especialista.

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Alterações no cérebro

Mulheres que entraram na menopausa de forma precoce ou apresentam fogachos frequentes, também podem apresentar maior quantidade de alterações na substância branca do cérebro, visíveis por meio de ressonância magnética.

Essas lesões podem ser causadas por uma redução no fluxo sanguíneo para a substância branca do cérebro e estão associadas ao surgimento de determinados sintomas como:

.Declínio cognitivo

.Alterações do equilíbrio

.Mudanças de humor 

“Isso também ajuda a compreender por que esse período pode representar maior vulnerabilidade neurológica e vascular. E esses danos na substância branca do cérebro estão relacionados a um maior risco de demência e acidente vascular cerebral”, diz a médica.

Com base nessas evidências, o que antes era interpretado como uma queixa sem muito embasamento, muitas vezes atribuída apenas à piora do sono ou ao estresse, passa a ser compreendido com mais clareza.

“As alterações estruturais observadas no cérebro durante a menopausa ajudam a explicar, com mais precisão, queixas cognitivas frequentes nesse período, abrindo portas para abordagens mais eficazes e direcionadas”, aponta a dra. Ana Paula Fabricio.

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Mudanças não são permanentes

O estudo traz outra descoberta importante: as mudanças cerebrais provocadas pela menopausa não parecem ser permanentes. Segundo os pesquisadores, alguns trabalhos indicam que o volume de massa cinzenta pode se recuperar parcialmente após a menopausa, possivelmente em razão da neuroplasticidade, ou seja, da capacidade do cérebro de se reorganizar e encontrar novas formas de funcionamento.

Também foi observado um aumento dos receptores de estrogênio no cérebro durante a transição menopausal (climatério). 

“Isso pode representar uma tentativa do organismo de compensar a queda hormonal característica dessa fase. Mas, em alguns casos, essa adaptação pode estar associada a pior desempenho de memória”, comenta a ginecologista.

Essas descobertas representam um avanço relevante na compreensão dos mecanismos envolvidos nas queixas cognitivas frequentes entre mulheres na menopausa. E também contribuem para que novas pesquisas investiguem com mais profundidade as alterações nas estruturas cerebrais que ocorrem nessa etapa.

“Embora ainda haja pontos a serem melhor compreendidos, já se sabe que mulheres muito impactadas pelo nevoeiro mental podem se beneficiar de abordagens como a terapia hormonal, que é uma maneira eficaz e segura de aliviar os sintomas da menopausa, incluindo as queixas cognitivas. Mas deve ser associada a hábitos de vida saudáveis, que também são aliados fundamentais para a saúde cerebral e a preservação da memória nessa fase”, conclui a dra. Ana Paula.

 

Contamos com a colaboração da Holding Comunicações e da médica: Dra. Ana Paula Fabricio/Ginecologista

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