Malhação contra o lipedema - Marcio Atalla

Malhação contra o lipedema

Atividade física pode ser uma grande ajuda no tratamento do lipedema

Por: Equipe Marcio Atalla


Malhação contra o lipedema

O lipedema é uma doença inflamatória que se caracteriza por um acúmulo de tecido gorduroso que gera um aumento desproporcional dos membros, principalmente em áreas como:

.Quadril

.Pernas

 

É uma doença que pode provocar:

.Hematomas

.Dor 

Mas é importante destacar que a prática rotineira de exercícios físicos pode ajudar no tratamento do lipedema. Saiba mais a seguir!

 

Lipedema e inflamação

O lipedema exige, como um dos itens de sucesso do tratamento, a mudança no estilo de vida.

 “O exercício físico tem um efeito anti-inflamatório. Isto é, a prática tem a capacidade de reduzir a inflamação responsável pelo agravamento dos sintomas do lipedema. Por isso é tão importante”, afirma a cirurgiã vascular Aline Lamaita, integrante da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). 

Mas atenção: as pessoas que sofrem com o lipedema não podem praticar qualquer tipo de exercício físico, por causa da inflamação que a doença traz.

 “Assim como pode melhorar o quadro inflamatório, a atividade física pode piorá-lo, dependendo da intensidade e da finalidade. Por exemplo, exercícios que visam o ganho de massa muscular causam microlesões na musculatura. Essas pequenas lesões, à medida que ‘cicatrizam’, promovem o aumento da força muscular, mas também geram uma inflamação que, apesar de pequena e localizada, pode ser importante em casos de lipedema”, fala a dra. Aline.

E a médica acrescenta:

‘’Para que o exercício físico tenha um efeito anti-inflamatório, é preciso que a intensidade seja muito bem ajustada, principalmente em fases graves da doença’’.

O estágio em que o lipedema se encontra, mais avançado ou não, também deve ser levado em conta na hora da escolha da atividade física a ser escolhida e na modulação da intensidade da prática.

 “Conforme a doença avança, com quadro inflamatório agravado e acúmulo maior de gordura, a paciente pode ficar mais sensível à dor e ter limitações na hora de se movimentar, o que dificulta a realização de atividades diárias, incluindo os exercícios físicos. Esse acúmulo de gordura nos membros inferiores ainda pode causar uma mudança na marcha, atrapalhando a execução de certos exercícios, como corridas, e favorecendo a ocorrência de lesões’’, comenta a cirurgiã vascular.

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Exercícios mais indicados

Uma das atividades físicas mais indicadas para pacientes com lipedema é a hidroginástica.

 “Além de ser um exercício de baixo impacto, pois a água reduz o impacto nas articulações, a hidroginástica ainda promove uma drenagem linfática natural, ajudando a diminuir o inchaço e proporcionando conforto”.

 Outras boas práticas desportivas indicadas são:

.Caminhar

.Andar de bicicleta

 “Em uma intensidade mais leve, as atividades aeróbicas melhoram a circulação e ajudam no controle do peso sem gerar impacto excessivo nas articulações ou piorar o quadro inflamatório”, indica a especialista.

Mas a modalidade do exercício realizado pode mudar de acordo com a fase do tratamento do lipedema.

“Conforme diminuímos a inflamação, é possível aumentar a intensidade dos exercícios e incluir outros tipos de atividade física, como a musculação, pensando, inclusive, na melhora estética que as pacientes buscam”, pontua a médica.

Mas a doença também provoca maior aderência e rigidez da fáscia (tecido que recobre os músculos), o que pode prejudicar o ganho de musculatura.

 “Nesses casos, podemos recomendar, em associação à prática de exercícios físicos, a realização de sessões de campo eletromagnético, uma tecnologia que estimula os músculos a contraírem em uma intensidade e velocidade muito maior do que conseguiríamos sozinhos. Em resposta às contrações, ocorre hipertrofia, com aumento da massa muscular, e perda de gordura, devido ao aumento do gasto calórico”, complementa a cirurgiã vascular.

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Consulte um médico

E quem enfrenta o lipedema deve estar atento ao seguinte: antes de começar a praticar atividade física, é fundamental buscar orientação médica.

‘’É importante consultar um especialista para passar por uma avaliação, receber orientações sobre o tipo ideal de atividade física e iniciar um protocolo de tratamento adequado. Gerenciar a doença é importante, inclusive, para potencializar a ação dos exercícios físicos, melhorando a performance e, consequentemente, os resultados. Geralmente, esse tratamento é realizado por meio da adoção de uma alimentação anti-inflamatória, uso de meias de compressão, medicamentos e realização de sessões de fisioterapia”, conclui a dra. Aline Lamaita.

 

Contamos com a colaboração da Holding Comunicações e da médica: Dra. Aline Lamaita/Cirurgiã Vascular

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