Estresse psicológico pode afetar negativamente a pele - Marcio Atalla

Estresse psicológico pode afetar negativamente a pele

Dermatites, psoríase, acne e queda dos cabelos são alguns dos problemas que podem aparecer devido ao estresse

Por: Equipe Marcio Atalla


Estresse psicológico pode afetar negativamente a pele

Lembra quando você passou pela primeira sensação de emoção? Suas mãos começaram a transpirar? Isso ocorre porque cérebro e pele estão conectados e devido ao aumento dos batimentos cardíacos e vasodilatação, o cérebro mandou um sinal para que a sua pele produzisse suor com o objetivo de diminuir a temperatura corporal.

Existe uma ligação muito interessante entre pele e cérebro, basta lembrarmos que após a fecundação do óvulo, durante a formação do embrião, temos a formação de uma estrutura denominada ectoderme, que futuramente dará origem a toda nossa pele, sistema neural e mecanismos de pigmentação. Portanto pele e cérebro estão conectados desde o nascimento.

A pele tem receptores sensoriais que captam sensações que vêm de fora, como calor, frio, receptores para dor e transmitem essas sensações para o cérebro. O cerebelo responde a esses sinais que impactam diretamente na pele.
Hormônios como cortisol, por exemplo, são aumentados em pessoas com alto nível de estresse e podem impactar negativamente gerando manchas na pele. O cortisol está relacionado com um pró-hormônio denominado POMC (pro-ópiomelanocortina) que induz a formação de melanina na pele.

O estresse psicológico já foi cientificamente relacionado com uma série de doenças de pele como dermatites, psoríase, urticária, acne e alopecia areata (perda de cabelo). Na maioria das vezes isso ocorre devido a liberação de mediadores inflamatórios e ativação de mecanismos de defesa que atuam de forma negativa na pele.

O estresse também libera catecolaminas, como a adrenalina, por exemplo, conhecido como “hormônio da fuga”, que leva à aceleração dos batimentos cardíacos e na pele interfere na produção de melanina (pigmento que dá cor à pele), podendo causar manchas e diminuição da produção de colágeno pelos fibroblastos.

Já a prolactina, um hormônio que tem como principal função a de estimular a produção de leite pelas glândulas mamárias, pode sofrer com o estresse e na pele pode causar aumento da produção de sebo pelas glândulas sebáceas e alterar a defesa natural da pele, além de causar desidratação.
Alguns cremes podem auxiliar no controle dos efeitos da ação dos hormônios na pele. Doenças de pele relacionadas com a relação cérebro-pele podem ser tratadas utilizando cremes hidratantes com ativos que normalizam a ação das células de defesa. Mas claro que o paciente que sente que sua pele está respondendo negativamente ao estresse deve rapidamente buscar ajuda de um médico especialista que prescreverá o tratamento oral e tópico adequado.

Por: Lucas Portilho, consultor e pesquisador em Cosmetologia

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