Os riscos da obesidade
Pessoas obesas tem mais chances de doenças cardíacas e diabetes
Por: Equipe Marcio Atalla
Os números da obesidade impressionam. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), já são mais de 1 bilhão de pessoas obesas no mundo. No Brasil, a cada 10 brasileiros, 6 tem problemas com a obesidade ou sobrepeso.
Essas condições podem aumentar em quase 700% o risco de:
.Dislipidemia (níveis altos de colesterol e triglicerídeos)
.Diabetes
.Hipertensão
.Cardiopatias
Por isso, a OMS instituiu o dia 4 de março como o Dia Mundial da Obesidade, para conscientizar e alertar sobre os riscos dessa doença.
Quer saber mais como enfrentar essa verdadeira epidemia? Então siga lendo essa reportagem.
Doenças e obesidade
Estar muito acima do peso é uma porta aberta para vários problemas de saúde.
“Cerca de 45% das pessoas diagnosticadas com hipertensão são portadoras da obesidade/sobrepeso, 35% daquelas que têm dislipidemia tem sobrepeso ou obesidade e 90% dos diabéticos estão em sobrepeso ou são obesos. A obesidade também aumenta o risco de doença cardíaca coronariana, doença cerebrovascular e insuficiência cardíaca”, esclarece a endocrinologista Deborah Beranger, pós-graduada em Endocrinologia e Metabologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (SCMRJ).
E acrescenta a médica:
“Reduzir a obesidade no mundo deve ser uma prioridade de saúde pública, bem como proteger a saúde cardiovascular e metabólica desses pacientes”.
Atualmente, uma das principais formas de combate à obesidade, é o uso das chamadas canetas emagrecedoras.
“Essas canetas são análogas de um hormônio chamado GLP-1 que causa saciedade e acelera o metabolismo. Elas atuam no cérebro aumentando a saciedade e retardam o esvaziamento gástrico dando uma sensação de que comemos mais. São indicadas para tratamento de obesidade ou de sobrepeso com mais um fator de risco como hipertensão arterial, diabetes mellitus por exemplo. Elas ajudam a perder peso e diminuem o risco de infarto e AVC já que reduzem a gordura corporal. Os principais efeitos colaterais são enjoo e constipação”, fala a endocrinologista.
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Mudança de hábitos
Mas além da medicação, é importante adotar hábitos mais saudáveis.
‘’Sem mudança de estilo de vida, como a melhora da qualidade alimentar e a redução da ingestão calórica e atividade física regular, é inviável termos saúde e qualidade de vida’’, aponta a dra. Deborah.
Uma das ações mais importantes para enfrentar a obesidade é a prática de atividade física.
“Os exercícios físicos ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue e, a longo prazo, são responsáveis por melhores chances de manutenção do peso, além de equilíbrio nas funções bioquímicas do organismo que preservam as estruturas do DNA celular e evitam o desenvolvimento de doenças”, indica a nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).
Também é importante ficar de olho na alimentação.
“Apesar de ser um dado importante, é absolutamente equivocado focar apenas nas calorias como fator de escolha para consumo alimentar. Não se trata, apenas, de diminuir o consumo calórico e sim, de fornecer também, o aporte nutrológico adequado ao organismo. Então, na alimentação é fundamental fazer boas escolhas, dentre elas os vegetais, legumes e folhas, ricos em vitaminas, minerais, antioxidantes, enfim, fitoquímicos importantes às funções celulares, além de inclusão de carboidratos complexos, ricos em fibras e uma adequada ingestão dos outros macronutrientes que são as proteínas magras e vegetais, não esquecendo das gorduras boas”, orienta a nutróloga.
E a dra. Marcella Garcez acrescenta:
“Uma alimentação rica em antioxidantes é de grande ajuda para combater os radicais livres, moléculas relacionadas a uma série de alterações no organismo, desde envelhecimento precoce até câncer’’.
Os antioxidantes são encontrados em:
.Vegetais
.Legumes
.Folhas
.Frutas
.Ervas
.Temperos
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De olho nos joelhos
Problemas nas articulações podem ser um empecilho para o combate à obesidade. Muitas pessoas têm dificuldades para emagrecer por causa de dores nos joelhos.
‘’ Quanto maior os adipócitos (células de gordura), maior a inflamação. Essa inflamação acomete os órgãos como coração, rins e fígado, mas também é altamente danosa para as articulações. Por esse motivo, muitos pacientes portadores de obesidade sentem dificuldade em se movimentar adequadamente e, por isso, acreditam que não conseguirão emagrecer”, alerta a dra. Deborah Beranger.
Obesidade e sobrepeso são uma das maiores causas de desgaste nas articulações. Um estudo científico ((https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ctm2.1232)) mostrou que pessoas obesas tem maior tendência às inflamações e desenvolvimento da artrite.
‘’ Os pesquisadores descobriram que células específicas no tecido de revestimento articular (sinóvia) de pacientes com osteoartrite estão sendo alteradas devido a fatores associados à obesidade”, indica o ortopedista Marcos Cortelazo, especialista em joelho e traumatologia esportiva e integrante da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).
Mas mesmo nessas situações é fundamental uma rotina de exercícios.
’’É importante a inclusão da atividade física, uma vez que a articulação foi desenvolvida para estar em movimento. Pessoas com sobrepeso ou obesidade podem se beneficiar de uma diminuição no peso corporal para prevenir ou retardar os defeitos estruturais na osteoartrite do joelho”, diz o dr. Marcos.
E o ortopedista conclui com uma dica:
“Devemos primeiro ter como meta o controle ou adequação de peso, evitando o excesso de peso. E em segundo lugar a manutenção da massa magra ou musculatura que tem como efeito secundário a proteção das articulações. Assim, além dos exercícios físicos, devemos privilegiar a ingestão de proteínas e uma correta hidratação. Tudo isso será benéfico para os joelhos e saúde metabólica”.
Contamos com a colaboração da Holding Comunicações e dos médicos:
Dra. Deborah Beranger/Endocrinologista
Dra. Marcella Garcez/ Nutróloga
Dr. Marcos Cortelazo/Ortopedista
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