Audição e idade: há relação? - Marcio Atalla

Audição e idade: há relação?

O envelhecimento não é causa definitiva da perda auditiva

Por: Equipe Marcio Atalla


Audição e idade: há relação?

Muita gente quando começa a ter dificuldade em ouvir qualquer tipo de som, tem a tendência imediata de pensar que ‘’ está ficando velho’’.

Mas apesar desta ideia muito difundida entre o senso comum da sociedade, a perda auditiva não é obrigatoriamente ‘’coisa da idade’’. Existem vários fatores que podem prejudicar a audição.

Para saber quais são, leia esta reportagem até o fim.

O que é

Independente da causa, o processo de perda de audição sempre traz muitas dúvidas. Para esclarecer, procuramos a otoneurologista e otorrinolaringologista Nathália Prudencio, com mestrado em Otoneurologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e especialista em tontura e zumbido:

 “A perda auditiva é a diminuição parcial ou total da capacidade de ouvir. Pode acometer um ou ambos os ouvidos e ser provocada por diversos fatores, entre os quais se destacam a exposição a ruídos altos e presbiacusia (relacionada à idade). Embora seja relacionada à idade, é preciso ficar claro que não é causada exclusivamente por ela. Isso tem relação com diferentes fatores como a genética e fatores ambientais ao longo da vida’’.

A predisposição individual de cada pessoa pode influenciar, assim como vários fatores como:

.Exposição ao ruído

.Infecções no ouvido 

.Uso de medicações ototóxicas (que afetam o ouvido)

.Ingestão de bebida alcoólica

.Fumo 

.Hipertensão

.Diabetes 

Além disso, alguns estudos científicos feitos na década de 60 do século XX, com  populações que viviam em regiões  afastadas, não expostas a ruídos muito fortes, apontaram que não houve perda auditiva nas pessoas com idades mais avançadas.

Leia também:

https://marcioatalla.com.br/vida-e-saude/otosclerose-perigo-para-os-ouvidos/

  

Possíveis causas

De qualquer forma, quem vive em cidades muito populosas e agitadas com alta exposição ao ruído corre um risco grande de perda auditiva, além de outros problemas como:

.Zumbido

.Hiperacusia ( intolerância a sons de alta intensidade)

Segundo outras pesquisas científicas ((https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10059082/)), cerca de 5% da população do globo sofre de perda de audição provocada por proximidade com ruídos.

 “Breves exposições a sons muito altos são capazes de causar lesões irreversíveis nas células sensoriais do ouvido interno, desencadeando uma perda auditiva súbita. Na maioria dos casos, porém, a perda de audição evolui de forma gradual devido à exposição frequente a ruídos altos por longos períodos. Embora seja mais frequente em profissionais expostos ao som de máquinas e equipamentos, pode se dar também por causas evitáveis, como o uso de fones de ouvido em volume alto por longos períodos ou eventos com música muito alta’’, fala a médica.

E a dra. Nathália acrescenta:

‘’Observamos que algumas pessoas são mais suscetíveis à perda auditiva e a sintomas associados, como o zumbido, ainda que todas as pessoas, sem exceção, estejam sujeitas a isso quando expostas a sons muito altos por longos períodos e de forma frequente”.

Infecções, como a otite, também podem gerar perda auditiva, além de outras doenças.

‘’A otosclerose, que acomete principalmente mulheres, também pode levar à perda auditiva bilateral’’, aponta a especialista.

 Outro inimigo da audição é o cerume, que atinge principalmente pessoas de mais idade.

 “Essa causa é tratável, mas é importante destacar que a maioria das pessoas não precisa remover a cera do ouvido e, portanto, essa não é uma medida de prevenção para a perda auditiva. Somente uma parcela muito pequena da população tende a apresentar uma produção aumentada de cerume que exige limpeza frequente, que deve ser sempre realizada por um médico, em consultório’’, afirma a otoneurologista.

Existem ainda algumas condições que contribuem para um acúmulo maior de cera e de material orgânico, aumentando a possibilidade de obstruir o canal auditivo. As principais são:

.A dermatite seborreica

.A psoríase

 

Veja ainda:

https://marcioatalla.com.br/vida-e-saude/zumbido-no-ouvido-fique-atento/

 

Importância do diagnóstico

 Para ter sucesso no tratamento, é importante diagnosticar a perda auditiva realizando o exame de audiometria.

 “O objetivo do procedimento é determinar o tipo e o grau da perda de audição do paciente e ajudar o médico otorrinolaringologista a definir a melhor estratégia de tratamento, de acordo com o resultado. Para a maioria dos quadros de perda auditiva neurossensorial, os aparelhos de amplificação sonora são o recurso mais indicado’’, sugere a médica.

E prossegue a dra. Nathália:

‘’Tratamentos complementares, como a terapia sonora, também podem ser recomendados para lidar com sintomas associados, como o zumbido e a hiperacusia, que podem acometer uma parcela desses pacientes. Procedimentos mais invasivos, como a introdução de implantes cocleares, só são indicados em casos de perda auditiva de grau severo a profundo ou que não responderam bem ao uso de aparelho de amplificação sonora”.

 O tratamento deve ser adequado às particularidades de cada paciente, com a orientação médica adequada. E para isso, é fundamental o diagnóstico precoce.

“Isso permite que os tratamentos necessários sejam iniciados com antecedência, o que é especialmente importante em casos de perda auditiva súbita, quando medidas preventivas podem evitar o agravamento do quadro”, conclui a otoneurologista.

 

Contamos com a colaboração da Holding Comunicações e da médica: Dra.Nathália Prudencio/Otoneurologista 

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