Nutrição


Gordura do bem, Ômega-3 vira destaque pela ação anti-inflamatória e imunológica

Fortalecer o sistema imunológico é a chave para evitar complicações respiratórias em meio à pandemia do Novo Coronavírus. Saiba como o ômega-3 pode te ajudar nessa tarefa


Gordura do bem, Ômega-3 vira destaque pela ação anti-inflamatória e imunológica

Nunca as pessoas tiveram tamanha atenção com a imunidade: tudo que pode melhorar o sistema de defesa do organismo está, nesse momento, ditando as regras.

 

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Afinal, quando a imunidade está comprometida, ficamos muito mais propensos a infecções por vírus, bactérias ou fungos – e isso é definitivamente o que não precisamos agora com a pandemia de Covid-19. Segundo a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, professora da Associação Brasileira de Nutrologia, a alimentação possui um papel fundamental na manutenção e fortalecimento do organismo, pois é responsável por fornecer nutrientes essenciais para as funções orgânicas, inclusive as imunológicas. “A alimentação saudável está ligada à manutenção do organismo hígido, com suas funções imunológicas em dia. As pessoas com sistema imune mais forte vão enfrentar a Covid-19 com maior destreza. A alimentação, associada à hidratação adequada, certamente vai ajudar o organismo a ter respostas mais favoráveis do sistema”, afirma o cirurgião plástico Dr. Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo. “É possível estimular a atividade do sistema imune através de estratégias nutricionais específicas, de acordo com as necessidades diárias de cada indivíduo. Dentre os imunonutrientes mais estudados, os Ômegas-3 possuem lugar de destaque. Muitas pesquisas científicas mostram os benefícios dos Ômegas-3 na função do sistema imunológico e inflamação”, acrescenta a farmacêutica Luisa Saldanha, diretora científica da Pharmapele.

Os Ômegas-3 são considerados “gorduras do bem”. O Ministério da Saúde e a OMS recomendam que uma alimentação saudável deve incluir, no mínimo, duas porções de peixes ricos em Ômegas-3 (de águas salgadas e profundas) por semana. Se não for possível seguir essa orientação, recomenda-se a ingestão de suplementos de Ômegas-3. Compostos por ALA (ácido alfa linolênico), EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosaexaenoico), eles são produzidos por vegetais marinhos e fitoplâncton, que servem de alimento para peixes que são considerados a maior e mais importante fonte deste nutriente, uma vez que os seres humanos não o sintetizam. De acordo com a médica nutróloga, além dos peixes de água fria como salmão, sardinha, cavala e corvina, o ômega 3 também está presente nas nozes, na linhaça e na chia.

A farmacêutica Luisa Saldanha explica que, nas últimas décadas, os hábitos alimentares vêm se alterando, de forma que a ingestão de gorduras saturadas suplantou o consumo de vegetais e peixes, favorecendo a manifestação de doenças cardiovasculares e imunes. “Dessa forma, vários estudos têm demonstrado efeitos benéficos da suplementação dos Ômegas-3 na funcionalidade imunológica e na capacidade anti-inflamatória. Essa função é atribuída à incorporação dessas gorduras do bem na composição das membranas celulares, inclusive das células imunes”, explica a farmacêutica. Dessa forma, as alterações na composição dos lipídeos que formam as membranas contribuem para o reforço e proteção de todas as nossas células, segundo a especialista. “Estudos sugerem que a suplementação de Ômegas-3, com sua consequente incorporação às membranas, é capaz de equilibrar as respostas inflamatórias, contribuindo para que não se tornem exacerbadas ou danosas”, diz Luisa.

A farmacêutica explica que, na hora de suplementar, é necessário saber escolher o melhor produto, de acordo com a proveniência. “Um suplemento de ômega-3 não é 100% ômega-3. A base do suplemento é o óleo de peixe, composto por diferentes gorduras, além das gorduras do tipo ômega-3. Quanto menor a concentração de ômega 3 no suplemento, maiores as chances de ter gorduras do tipo saturada e colesterol em grandes quantidades”, alerta ela. Dê preferência para os produtos que informam no rótulo a quantidade dos principais tipos de ômega 3, o EPA e o DHA (ácidos eicosapentaenoico e decosahexaenoico). “Quanto maior a concentração, melhor a qualidade do óleo de peixe utilizado no suplemento. Esses valores entre as marcas variam muito, ao pesquisar, encontramos diferentes marcas com apenas a metade do ideal (30% de ômega 3 por cápsula)”, diz a farmacêutica.

Uma boa dica é conferir no rótulo as quantidades de EPA + DHA. Somados, precisam resultar em pelo menos 300mg e idealmente 600mg por cápsula de 1000mg de óleo de peixe, segundo a médica. “Quanto mais Ômegas-3 em 1 única cápsula, menos cápsulas são necessárias por dia. Consequentemente, você saberá que está diante de um produto de alto padrão de qualidade e eficácia”, explica a farmacêutica. Boas marcas de ômega 3 contam com certificado de veracidade da concentração do nutriente e comprovam que o produto é livre de contaminação por metais pesados. Além da certificação da matéria-prima, existem selos de qualidade internacional, como o MEG-3.

Turbinando a imunidade – Além do Ômega-3, a farmacêutica sugere também a suplementação com Vitamina C e Betamune SC. “A vitamina C ou ácido ascórbico é um dos nutrientes que estão intrinsecamente envolvido com esse sistema, apoiando várias funções celulares do sistema imunológico inato e adaptativo, segundo o estudo Potential interventions for novel coronavirus in China: A systematic review, publicado em fevereiro deste ano. A revisão ainda cita três ensaios clínicos controlados em humanos que relataram uma incidência significativamente menor de pneumonia nos grupos suplementados com vitamina C, sugerindo que ela pode impedir a suscetibilidade a infecções do trato respiratório inferiores sob certas condições”, afirma Luisa Saldanha. Já Betamune é uma betaglucana. “De acordo com estudo clínico realizado pela Food and Nutrition Sciences, após 26 semanas de tratamento, um grupo tratado com betaglucanas apresentou menos infecções do que grupo que fez uso de placebo, sendo que 15,6% dos participantes do grupo tratado não apresentaram nenhum quadro de infeção, em contraste com apenas 2% dos participantes do grupo placebo”, completa Luisa Saldanha. “Procure o seu médico, nutricionista ou farmacêutico para receber a assistência necessária”, finaliza Luisa Saldanha.

FONTES: DRA. MARCELLA GARCEZ, DR. MÁRIO FARINAZZO, LUISA SALDANHA




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