Café é bom para o cérebro! - Marcio Atalla

Café é bom para o cérebro!

Estudo mostra que a bebida ajuda a diminuir o risco de demência

Por: Equipe Marcio Atalla


Café é bom para o cérebro!

Começar o dia com uma generosa xícara de café no desjejum ou não abrir mão do tradicional cafezinho ao longo do dia, é um hábito de milhões de brasileiros.

Mas beber café pode fazer muito mais do que apenas te ajudar a despertar ou gerar aquela ‘’recarga’’ de energia.

É que agora um estudo científico revela que o tradicional café pode até mesmo ajudar a reduzir o aparecimento de casos de demência.

Quer saber mais? Então não deixe de ler essa matéria até o final.

 

O que diz o estudo

A pesquisa foi feita a longo prazo, durante 43 anos, com cerca de 130 mil pacientes saudáveis, para apontar o possível surgimento de doenças. As conclusões indicaram a ação positiva da cafeína sobre o cérebro.

“Os resultados mostraram que a ingestão moderada de café com cafeína ou chá com cafeína, foi associada a um risco reduzido de demência, declínio cognitivo mais lento e melhor preservação das habilidades cognitivas”, afirma a nutróloga Marcella Garcez, com mestrado em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUC-PR, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). 

O estudo foi veiculado no periódico cientifico JAMA((https://jamanetwork.com/journals/jama/article-abstract/2844764#google_vignette)), mas apesar dos bons resultados, é importante frisar que existem outras formas de manter a função cognitiva durante o processo de envelhecimento do corpo e do cérebro.

 “Sem dúvida, o declínio cognitivo é multifatorial e ter bons hábitos de vida é tido como fundamental para reduzir o risco de demência, mas esse estudo sugere que o consumo de café ou chá com cafeína pode ser uma peça desse quebra-cabeça”, diz a médica.

E acrescenta a dra. Marcella:

“A prevenção precoce da demência é especialmente importante porque os tratamentos atuais são limitados e, geralmente, oferecem apenas benefícios modestos após o início dos sintomas. Consequentemente, os cientistas estão cada vez mais focados em fatores de estilo de vida, incluindo a dieta, que podem influenciar o desenvolvimento do declínio cognitivo”, diz a médica.

 

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A importância da cafeína

O resultado da pesquisa ocorre em função de componentes que são benéficos para a saúde cerebral e são encontrados no café e no chá. São eles:

.Os polifenóis

.A cafeína

 “Essas substâncias podem ajudar a reduzir a inflamação e limitar os danos celulares, ambos fatores associados ao declínio cognitivo. No entanto, pesquisas anteriores sobre café e demência apresentaram resultados contraditórios, frequentemente devido a períodos de estudo mais curtos ou dados limitados sobre padrões de consumo a longo prazo e diferentes tipos de bebidas”, aponta a especialista.

O fato desta pesquisa ter sido feita num prazo extenso de 43 anos, possibilitou uma análise mais aprofundada dos efeitos da cafeína.

‘’Os pesquisadores analisaram como o consumo de café com cafeína, chá e café descafeinado se relacionava com os resultados de saúde cerebral a longo prazo. Entre os mais de 130.000 participantes, 11.033 desenvolveram demência ao longo do estudo. Indivíduos que consumiam maiores quantidades de café com cafeína apresentaram um risco 18% menor de desenvolver demência em comparação com aqueles que raramente ou nunca o consumiam. Eles também relataram menores taxas de declínio cognitivo subjetivo (7,8% versus 9,5%) e apresentaram melhor desempenho em certos testes cognitivos objetivos’’, fala a dra. Marcella Garcez.

Isso revelou um papel fundamental da cafeína nos resultados do estudo.

 “A cafeína pode desempenhar um papel fundamental. Padrões semelhantes foram observados entre os consumidores de chá, enquanto o café descafeinado não apresentou as mesmas associações. Isso sugere que a cafeína pode ser um fator importante por trás dos benefícios observados relacionados ao cérebro, embora sejam necessárias mais pesquisas para confirmar os mecanismos subjacentes”, comenta a nutróloga.

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Quantidade e cuidados

 Os efeitos mais positivos da ingestão de cafeína, ocorreram entre os pacientes da pesquisa que consumiram:

.Café: 2 a 3 xícaras por dia

.Chá: 1 a 2 xícaras por dia

 “Níveis mais elevados de ingestão de cafeína não pareceram causar danos. Pelo contrário, apresentaram benefícios comparáveis à faixa de ingestão moderada destacada no estudo. O estudo também comparou pessoas com diferentes predisposições genéticas para desenvolver demência e observaram os mesmos resultados, o que significa que o café ou a cafeína provavelmente são igualmente benéficos para pessoas com alto e baixo risco genético de desenvolver demência”, relata a dra. Marcella. 

E a médica conclui com um alerta importante para as pessoas que são sensíveis ao consumo de cafeína:

 “Elas podem apresentar problemas de digestão, gástricos, alterações de ritmo cardíaco e pressão arterial, agitação emocional e distúrbios do sono, situações em que o café deve ser deixado de lado”, finaliza a médica nutróloga.

 

Contamos com a colaboração da Holding Comunicações e da médica: Dra. Marcella Garcez/Nutróloga

 

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