Emagrecimento saudável para as mulheres
Mudanças no estilo de vida impedem o ganho de peso após os 40 anos
Por: Equipe Marcio Atalla
As mulheres enfrentam vários desafios no próprio corpo, a partir dos 40 anos, tais como:
.Queda progressiva de estrogênio
.Redistribuição de gordura
.Perda de massa muscular
.Alterações no metabolismo
.Aumento do apetite
.Menos disposição para exercícios físicos
Esses fatores podem gerar ganho de peso e por isso o emagrecimento para as mulheres a partir dos 40 anos de idade, não depende apenas de força de vontade, mas de estratégia.
Por isso algumas técnicas e mudanças no estilo de vida podem ajudar a enfrentar esse momento. Para saber mais, siga lendo esta matéria.
Alimentação e atividade física
A partir dos 40 anos, ingerir mais proteína ajuda na preservação de massa muscular, que costuma apresentar uma queda de cerca de 1% ao ano após essa idade.
“Dietas ricas em proteína elevam a termogênese, reduzem a fome e aumentam saciedade. Mulheres nessa fase não podem subestimar a importância da proteína. Ela é estrutura, sinalização e ferramenta de longevidade metabólica”, afirma a ginecologista, Patricia Magier, com pós-graduação pela UNIRIO.
São recomendadas proteínas que possuam todos os aminoácidos essenciais, como:
.Carnes magras
.Peixes
.Ovos
.Laticínios
Beber água também é importante.
Para aumentar a sensação de saciedade, é importante consumir também alimentos ricos em fibras, tais como:
.Leguminosas
.Grãos integrais
.Verduras e folhas
A hidratação também é fundamental.
“Ter uma ingestão de água adequada vai ajudar a manter o corpo mais disposto, além de melhorar o trânsito intestinal”, aponta a ginecologista.
Outra boa opção é a dieta mediterrânea, rica em:
.Frutas
.Vegetais
.Grãos integrais
.Nozes
.Sementes
.Azeite de oliva
.Peixes
‘’ A dieta mediterrânea está associada a vários benefícios para a saúde, incluindo a redução dos sintomas da menopausa. Estudos sugerem que ela pode reduzir a frequência e a intensidade das ondas de calor e suores noturnos. Além disso, é conhecida por melhorar a saúde cardiovascular e a saúde óssea”, fala a também ginecologista Ana Paula Fabricio, pós-graduada em Nutrologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia).
E acrescenta a dra. Ana:
‘’Já a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), desenvolvida para combater a hipertensão e rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras, pode ajudar a manter um peso saudável e promover a saúde cardiovascular, ambos importantes durante a menopausa”.
Exercícios físicos também são necessários, pois mulheres sedentárias tem tendência a perder massa muscular e a aumentar o percentual de gordura no corpo.
“Os principais desafios nesse período estão relacionados à perda de massa muscular e à diminuição da força, que podem levar a uma pior qualidade de vida, pois a perda muscular está associada a uma série de problemas de saúde’’, diz a nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).
Entre esses problemas, se destacam:
.Redução da densidade óssea
.Aumento do risco de fraturas
.Diminuição do metabolismo basal
.Diabetes
.Hipertensão arterial
.Obesidade
“A perda natural de massa muscular reduz o gasto energético basal e dificulta a queima de gordura. Por isso, treinos de força são indispensáveis após os 40, já que aumentam a densidade óssea, melhoram a sensibilidade à insulina e elevam a taxa metabólica de repouso. Musculação, hoje, é considerada quase um ‘tratamento’ para o metabolismo feminino”, comenta a dra. Patricia Magier.
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Sono, estresse e inflamações
Outra questão fundamental para a mulher acima de 40 anos é procurar ter sempre uma boa noite de sono.
“Vários processos biológicos acontecem durante o sono. O cérebro armazena informações e se livra de resíduos tóxicos, as células nervosas se comunicam e se reorganizam, o corpo faz reparação celular, restaura energia e faz a maior liberação hormonal. Então, o sono é fundamental para a saúde”, fala a endocrinologista Deborah Beranger, pós-graduada em Endocrinologia e Metabologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (SCMRJ).
E prossegue a médica:
“Quando a gente tem uma noite de sono ruim, você come mais alimentos calóricos. Isso é explicado porque aumenta a liberação de grelina, que é o hormônio responsável pela fome, diminui a produção de leptina, que é o hormônio que vai dar saciedade, aumenta a resistência à insulina, que aumenta a chance de diabetes e aumenta os hormônios liberados por estresse, cortisol e adrenalina”.
O estresse crônico é outro inimigo de quem quer manter o peso, já que aumenta o nível do hormônio cortisol, o que pode gerar:
. Compulsão por comida
. Gordura abdominal
“O estresse não é psicológico apenas. É bioquímico. Controlá-lo muda parâmetros hormonais e acelera o emagrecimento. Técnicas de regulação emocional, psicoterapia, atividade física e rotinas de autocuidado reduzem a hiperatividade do sistema nervoso’’, orienta a dra. Patricia.
Após os 40 anos, muitas mulheres reclamam de inflamações crônicas, por causa da queda hormonal e do acúmulo de gordura visceral. Para combater esses processos inflamatórios, pode-se recomendar, sob orientação médica, o uso de:
.Vitaminas antioxidantes
.Minerais
.Nutrientes como ômega-3
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Suplementos e reposição hormonal
O uso de suplementos pode ser aliado de uma alimentação equilibrada.
“O whey protein otimiza a ingestão proteica diária com alta biodisponibilidade. Já a creatina é amplamente estudada e segura, com efeitos positivos sobre força e desempenho. A creatina se tornou uma aliada do corpo feminino 40+, pois entrega melhor performance e facilita o ganho de massa magra”, indica a ginecologista Patricia Magier.
Nesta fase da vida da mulher, a queda de hormônios como estrogênio e progesterona pode afetar:
.O metabolismo
.O sono
.O humor
.Os níveis de gordura
.A reação do corpo às inflamações
Nesses casos a reposição hormonal pode ser uma solução.
“A terapia hormonal, quando bem indicada e monitorada, reduz sintomas do climatério e melhora parâmetros metabólicos. Evidências mostram que mulheres em terapia hormonal podem apresentar menor ganho de gordura abdominal e melhor perfil lipídico”, finaliza a médica Patricia Magier.
Contamos com a colaboração da Holding Comunicações e das médicas:
Dra. Patricia Magier/Ginecologista
Dra. Ana Paula Fabricio/Ginecologista
Dra. Marcella Garcez/Nutróloga
Dra. Deborah Beranger/Endocrinologista
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