O fantasma que apavora os homens
Conheça os sintomas, causas e como tratar a disfunção erétil
Por: Equipe Marcio Atalla
Para a maioria dos homens o tema disfunção erétil é um verdadeiro tabu e não apenas uma questão fisiológica
A masculinidade é quase sempre ligada à imagem da virilidade, portanto a possibilidade de ‘’não funcionar’’ no momento do sexo, é algo que gera uma crise real de identidade.
Mas para tratar este problema que assusta os homens, é preciso conhecer causas e sintomas também. Para isso, leia essa reportagem até o fim.
O que é
Mas afinal como definir a disfunção erétil? Quem nos ajuda a entender melhor é o urologista Mauro Gasparoni, coordenador de urologia da Rede Total Care,
‘’A disfunção erétil é a dificuldade persistente em obter ou manter uma ereção firme o suficiente para a relação sexual. A questão principal é a persistência. Não estamos falando de uma falha isolada, que é normal e acontece com qualquer homem’’.
Uma dúvida que sempre surge também é se disfunção erétil e impotência são a mesma coisa.
‘’Sim. Mas o termo ‘impotência’ está em desuso porque carrega um peso negativo e preconceituoso. Hoje, prefere-se disfunção erétil que é mais técnico e menos estigmatizante’, acrescenta o médico.
A disfunção erétil pode se manifestar em 3 níveis, que são:
.Leve: dificuldade ocasional para manter a ereção
.Moderada: falhas frequentes ou ereções insuficientes
.Grave: incapacidade completa de manter a ereção
‘’ Esses níveis ajudam o médico a definir o melhor tratamento’’, diz o dr. Mauro.
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Causas e sintomas
Os principais sintomas da disfunção erétil são:
.Dificuldade de obter ou manter a ereção
.Redução da rigidez peniana
.Ereções matinais menos frequentes
.Queda da libido (em alguns casos)
Já em relação às causas, a disfunção erétil pode ser provocada por diversos fatores, sendo os mais comuns:
.Problemas vasculares (má circulação no pênis)
.Hipertensão
.Colesterol alto
.Obesidade
.Sedentarismo
.Tabagismo
.Queda da testosterona
.Efeitos colaterais de alguns medicamentos
.Sequelas de cirurgias pélvicas (como a de próstata)
‘’Existem ainda causas emocionais como ansiedade, estresse e depressão, conflitos no relacionamento, medo de falhar. Geralmente, trata-se de uma combinação de fatores físicos e psicológicos’’, aponta o urologista.
Doenças crônicas como o diabetes também estão entre as principais causas da disfunção erétil.
‘’O diabetes mal controlado danifica nervos e vasos sanguíneos, reduzindo a sensibilidade e a circulação no pênis. Homens diabéticos têm até 3 vezes mais risco de desenvolver disfunção erétil. Hipertensão, obesidade e colesterol alto também aumentam significativamente o risco’’, acrescenta o dr. Mauro Gasparoni.
Em relação à faixa etária dos homens afetados, não existe uma idade exata.
‘’Homens jovens podem apresentar disfunção erétil, principalmente por ansiedade e estresse. Já homens acima dos 50 anos têm maior chance devido a fatores vasculares, metabólicos e hormonais. A boa notícia é que, em qualquer idade, existem tratamentos eficazes’’, indica o especialista.
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O tratamento
Outra dúvida muito comum dos homens é: o que fazer ao perceber que se está com disfunção erétil?
‘’Procurar um urologista. É fundamental identificar a causa, pois o tratamento depende dela. Além disso, a disfunção erétil pode indicar uma doença ainda silenciosa e tratar precocemente faz toda a diferença’’, recomenda o urologista.
Entre as formas de tratamento mais indicadas atualmente, estão:
.Mudanças no estilo de vida
.Atividade física
.Parar de fumar
.Melhorar o sono
.Reduzir o consumo de álcool
.Medicações orais (como sildenafil e tadalafil)
.Terapia hormonal (quando há deficiência comprovada de testosterona)
.Terapia por ondas de choque
‘’O tratamento é individualizado e para alguns tipos de disfunção erétil, injeções intracavernosas, quando os medicamentos orais não são eficazes, próteses penianas, opção segura e definitiva para casos graves ou refratários’’, fala o especialista.
Mas também é preciso tomar algumas precauções ao usar medicamentos para tratar a disfunção erétil.
‘’Esses medicamentos não devem ser usados sem orientação médica ou adquiridos pela internet, onde há grande risco de falsificação. Contraindicações importantes incluem: uso de nitratos, que são medicamentos para o coração, pressão arterial muito baixa, algumas doenças cardíacas descompensadas. Por isso, a avaliação médica é indispensável’’, comenta o dr. Mauro.
A disfunção erétil também deve ser tratada porque muitas vezes pode ser um sinal de problemas cardiovasculares.
‘’Isso acontece porque os vasos do pênis são menores e podem ser comprometidos antes dos vasos do coração. Por isso, a disfunção erétil pode indicar risco aumentado de infarto, risco de derrame, diabetes ainda não diagnosticada. É um sinal de alerta que não deve ser ignorado’’, alerta o especialista.
A disfunção erétil também é uma condição coberta de preconceito e pode atingir a autoestima e a confiança do homem, interferindo na intimidade sexual e afetando a harmonia dos relacionamentos.
‘’O impacto emocional da disfunção erétil é significativo. É recomendado conversar abertamente com a parceira ou parceiro, buscar apoio psicológico quando ansiedade, insegurança ou medo de falhar estiverem presentes e compreender que a disfunção erétil é uma condição médica comum e tratável, não um fracasso pessoal. Quanto mais cedo o homem fala sobre o problema, mais rápido recupera a qualidade de vida e a saúde sexual’’, conclui o urologista.



