Vida e Saúde

Aspirina contra o câncer

Remédio pode ajudar na prevenção do câncer colorretal

O câncer colorretal é o 3º mais comum no Brasil, com uma incidência elevada após os 50 anos de idade e atingindo cerca de 45 mil casos por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). É uma doença do sistema digestivo que atinge o intestino grosso, mas pode ter cura, sobretudo quando identificada precocemente.

Por isso a campanha Março Azul-Marinho foca na conscientização, na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer colorretal.

E um dos aliados contra esta doença pode ser a tão conhecida aspirina!

 

O que é

Para entender o que é este tumor, buscamos a palavra de um especialista, o oncologista Ramon Andrade de Mello, Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC) e médico do Centro Médico Paulista High Clinic Brazil (São Paulo). 

‘’O câncer colorretal é uma doença maligna do aparelho digestivo que acomete o intestino grosso. Mas, na verdade, o termo ‘câncer colorretal’ refere-se ao agrupamento de dois tipos de neoplasias do intestino grosso: o câncer de cólon e o câncer de reto. Quando esse tumor está localizado em até 10 centímetros da margem anal, dizemos que é um câncer de reto. Já entre 10 a 12 centímetros dessa margem, é a transição sigmoide. E, acima de 12 centímetros, um câncer de cólon”.

Os principais fatores de risco do câncer colorretal são:

.Obesidade

.Alimentos processados

.Sedentarismo

 “A idade também é um fator de risco importante, sendo que há uma maior suscetibilidade para o desenvolvimento desse tipo de neoplasia após os 50 anos”, acrescenta o oncologista.

Por isso é importante realizar todo ano exames preventivos.

 “Um dos principais métodos para o rastreamento das neoplasias colorretais é o exame chamado de pesquisa de sangue oculto nas fezes. Ele deve ser feito anualmente e, dependendo do resultado, o médico poderá indicar uma investigação mais aprofundada, com exames como retossigmoidoscopia ou mesmo a colonoscopia total”, fala o dr. Ramon.

Em pacientes com histórico familiar de doenças genéticas associadas às neoplasias do intestino, pode haver indicação direta para realização da colonoscopia sem precisar realizar o teste de sangue oculto nas fezes.

Veja também:

https://marcioatalla.com.br/nutricao/sindrome-metabolica-e-cancer-qual-a-relacao/

 

O tratamento

Uma vez diagnosticado, o tratamento dependerá do tipo específico do câncer e do grau de acometimento, mas geralmente pode envolver:

.Radioterapia

.Quimioterapia 

.Cirurgia

‘’No câncer de reto, normalmente, iniciamos com quimioterapia, cuja resposta é avaliada com exames de imagem, como a ressonância. Em seguida, podemos indicar um protocolo de radioterapia e, posteriormente, a cirurgia. Quando realizada após esse tratamento, a cirurgia tem menor risco de complicações e maiores chances de sucesso. Já o câncer de cólon geralmente é tratado logo de início com a cirurgia. E depois, dependendo do resultado anatomopatológico, ou seja, da avaliação da peça da biópsia cirúrgica, o médico avalia a indicação ou não de quimioterapia complementar”, explica o médico.

Nos casos de doença avançada metastática, tanto o câncer de cólon quanto o de reto apresentam uma abordagem terapêutica bastante semelhante. 

‘’Normalmente, o tratamento é por terapia sistêmica antineoplásica, que inclui quimioterapia, terapias-alvo e também a imunoterapia em alguns casos selecionados. Dependendo do tipo de doença metastática e da maneira que está espalhada, podemos combinar tratamentos. É uma doença bem complexa, mas que atualmente já tem diretrizes importantes que permitem o tratamento com bons resultados”, orienta o especialista.

 

Leia ainda:

https://marcioatalla.com.br/vida-e-saude/cerca-de-um-terco-dos-acometidos-pelo-cancer-possuem-maus-habitos/

Uso da aspirina

O papel da aspirina na prevenção do câncer tem sido uma área importante de investigação ao longo dos anos, embora os resultados desses estudos, em alguns casos, sejam conflitantes. Agora, um estudo europeu recente indica que a aspirina reduz o risco de recorrência do câncer colorretal em pacientes com predisposição genética. A pesquisa publicada no The New England Journal of Medicine ((https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa2504650)) apontou que o uso diário de aspirina levou a uma incidência significativamente menor de recorrência de câncer colorretal do que o placebo, entre pacientes com mutações genéticas.

‘’Já há muito tempo se fala na aspirina como prevenção do câncer, mas ela ainda não é utilizada rotineiramente na prática clínica. A aspirina é um medicamento que contém ácido acetilsalicílico, substância que alivia dor, febre e inflamação. Ela pertence ao grupo dos AINEs (anti-inflamatórios não esteroides), mas seus efeitos colaterais mais comuns incluem problemas gástricos e aumento da tendência a sangramentos. Pessoas com úlceras no estômago, distúrbios hemorrágicos ou asma devem evitar o uso de aspirina’’, orienta o médico.

E o dr. Ramon Andrade de Mello conclui com uma recomendação importante:

‘’Por isso, a aspirina não deve ser utilizada com esse objetivo sem prescrição médica, já que o especialista avaliará riscos e benefícios”.

 

Contamos com a colaboração da Holding Comunicações e do médico: Dr. Ramon Andrade de Mello/Oncologista

Confira também:

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