A gordura no fígado é uma condição que pode gerar várias alterações negativas, tais como:
.Doenças hepáticas (fibrose e cirrose)
.Diabetes
.Colesterol alto
.Hipertensão
.Doenças cardiovasculares
.Câncer de fígado
É uma doença silenciosa e por isso requer muitos cuidados para que não evolua para complicações mais graves. E para saber mais sobre causas, sintomas, tratamentos e como se prevenir, siga lendo esta reportagem que preparamos para você.
Mas como definir o que é a gordura no fígado? Quem nos ajuda a entender melhor é uma especialista: a médica ginecologista Ana Paula Fabricio, pós-graduada em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN):
‘’A esteatose hepática é um acúmulo de gordura dentro das células do fígado. E quando esse acúmulo aumenta começa a comprometer inclusive o funcionamento do fígado’’.
A médica prossegue com um alerta importante:
‘’É uma doença silenciosa. O paciente pode sentir um leve desconforto, sim, mas não é comum. Geralmente, a doença é silenciosa. Então, algumas pessoas relatam um desconforto do lado direito do abdômen’’.
Uma dúvida que sempre aparece também é se a esteatose hepática ataca mais alguma determinada faixa etária.
‘’É mais comum a partir dos 40 anos e na mulher a partir da menopausa. Mas hoje eu vejo pessoas muito jovens com esteatose hepática, geralmente por sobrepeso e, em grande porcentagem, pessoas que fazem uso de bebida alcoólica’’, diz a dra. Ana Paula.
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Entre as principais causas da gordura no fígado está uma alimentação inadequada, com:
.Excesso de açúcar
.Alimentos ultraprocessados
.Exagero de carboidratos
‘’Isso leva ao ganho de peso e resistência à insulina. O consumo de álcool também é uma das principais causas de esteatose hepática, mas existem pessoas que não bebem e podem ter esteatose. Então, é o estilo de vida errado, falta de atividade física e alimentação errada, principalmente excesso de carboidrato’’, acrescenta a médica.
Obesidade e diabetes também podem ser fatores de risco para o aparecimento da doença.
‘’A obesidade é uma das principais causas de esteatose no fígado. Já começa no sobrepeso, mas obesidade grau 1, grau 2 e grau 3 geralmente tem gordura no fígado. Já o diabetes está diretamente ligado à resistência à insulina, que vai favorecer o acúmulo de gordura na região do fígado’’, aponta a ginecologista.
E um dos principais problemas da esteatose hepática é a falta de sintomas.
‘’Na maioria das vezes não tem sintoma, ela é assintomática. Por isso que muita gente que descobre por acaso, por exame de rotina, vai fazer um ultrassom do abdômen superior e vê que tem esteatose. É uma doença silenciosa, perigosa e uma das principais causas de diabetes’’, comenta a especialista.
Mas nos casos em que o organismo apresenta algum sintoma, geralmente pode ocorrer:
.Cansaço
.Mal-estar
.Sensação de peso no abdômen
Por isso, mesmo sem sintomas, é importante realizar exames preventivos que podem indicar esteatose.
‘’O mais comum é o ultrassom de abdômen superior. Geralmente, a gente pede o ultrassom de abdômen total, que mostra o acúmulo de gordura na região, em vários graus. Pode ser grau leve, moderado ou mais grave. E tem os exames de sangue que podem dar sinais também, como as enzimas hepáticas, TGO, TGP, fosfatase alcalina, gama GT, que quando estão alterados, há suspeita de alteração da função do fígado’’, fala a especialista.
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O tratamento indicado para a gordura no fígado inclui mudanças no estilo de vida, tais como:
.Melhorar a alimentação
.Fazer atividade física
.Medicação
O primeiro passo é aderir a uma alimentação mais equilibrada, procurado:
.Reduzir o açúcar
.Diminuir os carboidratos (bolos, farinha branca)
.Evitar refrigerantes e bebidas alcoólicas
.Cortar ultraprocessados
.Ingerir mais verduras, legumes e frutas
Ter uma rotina de atividade física também é muito importante pois contribui para:
.Reduzir a gordura no fígado
.Melhorar a sensibilidade à insulina
.Acelerar o metabolismo
‘’Em alguns casos, numa esteatose leve, moderada, grave, a gente já entra com medicação. Hoje usa-se muito a tirzepatida pra tratar esteatose hepática, resistência insulínica, obesidade. Mas o pilar é a alimentação e a atividade física’’, conclui a dra. Ana Paula.
Contamos com a colaboração da Holding Comunicações e da médica: Dra. Ana Paula Fabricio/Ginecologista
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