Vida e Saúde

Com fogacho no corpo

Aprenda como lidar com este problema típico da menopausa

Você sabe o que é o fogacho? Esta sensação de calor pelo corpo costuma ser bem comum entre as mulheres na menopausa.

Mas o fogacho também pode ocorrer em outras situações.  Quer saber quais e como lidar com isso? Então não deixe de ler essa reportagem até o final.

 

O que é

Na menopausa é muito frequente surgirem sintomas nas mulheres que são conhecidos como fogachos. Mas como explicar o que seria isso? Quem nos ajuda a entender melhor é a ginecologista Ana Paula Fabrício, Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO) e pós-graduada em Medicina Estética:

 “Fogachos são ondas súbitas de calor, muitas vezes acompanhadas de suor, palpitação e rubor facial, que podem acontecer no período diurno, porém são mais frequentes à noite, causando insônia, porque a mulher cobre e descobre durante à noite. Eles acontecem porque, na menopausa, a queda do estrogênio desregula o centro de controle da temperatura no cérebro, tornando-o mais sensível”.

Os fogachos podem surgir também quando ocorrem crises de estresse ou desequilíbrios hormonais.

 “Na menopausa, eles são frequentes, persistentes, mais frequentes à noite e podem durar anos, prejudicando sono, energia e qualidade de vida’’, aponta a médica.

Mas existem outros sintomas clássicos também.

‘’Os relatos mais comuns sobre os fogachos descrevem uma sensação súbita de calor que parece vir de dentro, como se, de repente, o corpo fosse pegar fogo, especialmente na região do tórax e do pescoço. No entanto, existem outras descrições de como as mulheres sentem esses sintomas vasomotores, por exemplo a sudorese noturna, que, às vezes, não cria uma sensação repentina de calor, mas faz a mulher acordar completamente suada ou apenas a percepção de sentir mais calor do que o normal, sem as ondas características”, aponta o ginecologista Igor Padovesi, especialista em menopausa pela North American Menopause Society (NAMS) e autor do livro ‘’Menopausa Sem Medo’’.

Veja também:

https://marcioatalla.com.br/vida-e-saude/menopausa-precoce/

 

Calor e fogacho

Mas além da menopausa, épocas de temperaturas mais altas também podem gerar ondas de calor e piorar o problema.

 “O corpo já está tentando dissipar calor devido às altas temperaturas. Como o organismo da mulher na menopausa tem um controle térmico mais instável, o verão atua como um gatilho, intensificando os sintomas”, complementa a dra. Ana Paula.

E prossegue a especialista:

‘’Dependendo da mulher, o clima quente aumenta a frequência e/ou o desconforto. Algumas percebem mais episódios, outras não têm aumento no número, mas cada crise se torna mais intensa e incômoda”.

É possível diferenciar as ondas de calor causadas pelos dias quentes, dos fogachos da menopausa.

‘’O primeiro incomoda a todos. Já os fogachos aparecem de forma repentina, mesmo em ambientes frescos e no inverno e, geralmente, vêm acompanhados de suor e sudorese, com sensação súbita de calor que cessa tão rápido quanto começou. É comum sentir calafrios após os suores, por isso a mulher cobre e descobre várias vezes à noite, dorme mal e acorda cansada’’, afirma a ginecologista. 

Os fogachos podem ainda provocar:

.Insônia

.Fadiga

.Irritabilidade

.Desconcentração

.Ansiedade

.Depressão

‘’Tudo isso pode comprometer o desempenho profissional, relações pessoais e autoestima”, diz a dra. Ana Paula Fabrício.

Leia ainda:

https://marcioatalla.com.br/vida-e-saude/7-dicas-contra-o-calor/

 

Como diminuir o fogacho

Existem algumas medidas que podem ser tomadas para combater o desconforto causado pelo fogacho, como por exemplo:

.Usar roupas leves de algodão ou linho

.Manter o ambiente ventilado ou climatizado

.Não ingerir bebida alcoólica

.Evitar cafeína

.Não comer alimentos muito condimentados

.Beber bastante água

.Procurar reduzir o estresse

 “Atividade física e dieta equilibrada diminui a frequência dos fogachos. Também sugerimos evitar o consumo de açúcar e carboidratos à noite”, alerta a médica.

Mas também é preciso buscar a orientação de um profissional de saúde.

 “A mulher deve procurar ajuda quando os fogachos começam a atrapalhar o sono, a rotina ou a autoestima. Hoje temos tratamentos hormonais, com reposição individualizada e personalizada através dos implantes hormonais, terapia transdérmica ou oral. E tratamentos não hormonais, com medicação fitoterápica, controle da alimentação e associado a ajustes de estilo de vida com atividades física regular, yoga, pilates e musculação”, fala a dra. Ana Paula.

 E o dr. Igor finaliza com mais um recado importante:

“A combinação do tratamento da reposição hormonal com um estilo de vida saudável é um alicerce poderoso para viver esse momento com qualidade e se preparar para o envelhecimento de maneira empoderada e ativa”.

 

Contamos com a colaboração da Holding Comunicações e dos médicos:

Dra. Ana Paula Fabricio/Ginecologista

Dr. Igor Padovesi/Ginecologista

 

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