O Brasil é um país de clima tropical e por isso é comum que as pessoas apreciem atividades ao ar livre, ainda mais no verão, quando os termômetros atingem altas temperaturas.
Mas curtir uma praia, piscina ou cachoeira exige certos cuidados com a pele, que acaba ficando exposta à condições como:
.Raios solares
.Calor
.Umidade
.Suor excessivo
E isso pode acabar gerando o aparecimento de doenças de pele, muito comuns em estações mais quentes. Por isso preparamos esta reportagem para você saber como se prevenir deste incômodo!
Uma das doenças de pele mais comuns é micose, que é uma infecção causada por fungos, que pode atingir:
.A pele
.As mucosas
.Os cabelos
.As unhas
“Durante o verão, o uso prolongado de roupas molhadas, calçados fechados e a transpiração excessiva favorecem o surgimento do problema, pois o calor e a umidade criam um ambiente ideal para a proliferação desses microrganismos, especialmente em áreas como pés, virilhas, axilas e dobras da pele”, afirma a dermatologista Glauce Eiko, titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).
Para fugir da micose, existem alguns cuidados, tais como:
.Manter a pele limpa e seca
.Evitar permanecer com roupas molhadas
.Preferir roupas leves
.Não compartilhar toalhas e calçados
‘’Em ambientes úmidos, como praias, piscinas e academias, o uso de chinelos também é fundamental. Com relação ao tratamento, ele geralmente envolve o uso de antifúngicos tópicos ou orais, dependendo da gravidade’’, acrescenta a médica.
Outro problema bastante comum em épocas mais quentes é a fitofotodermatose, que se caracteriza por queimaduras e manchas provocadas principalmente pelo contato da pele com frutas cítricas como:
.Limão
.Laranja
.Tangerina
.Mexerica
“A casca e o sumo de frutas como o limão e laranja contêm substâncias fotossensibilizantes que, em contato com a pele seguido de exposição solar, desencadeiam manchas e queimaduras. Por isso, é tão comum no verão, afinal, passamos mais tempo no sol”, aponta a dermatologista.
Essas reações geralmente surgem em até 24h, gerando um processo inflamatório que pode causar ainda:
.Escurecimento da pele
.Vermelhidão
.Formação de bolhas e vesículas
Mas a prevenção é simples.
‘’Basta lavar bem a pele após mexer com frutas cítricas (limão, tangerina, laranja, mexerica, morango e figo), além de alimentos como cenoura, arruda, aipo, salsinha, coentro, erva-doce. Lembre-se que o sumo também pode respingar em outras regiões além das mãos, como os braços, rosto e tronco, então é importante prestar atenção também nessas áreas”, indica a dra. Glauce.
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A transpiração em excesso, comum em dias mais quentes, pode provocar outro problema de pele que atinge principalmente crianças e bebês: as brotoejas.
‘’As miliárias, popularmente conhecidas como brotoejas, surgem comumente no verão, devido ao excesso de suor e oleosidade e acaba obstruindo os poros, dificultando a eliminação natural dessas substâncias pela pele. Como resultado, surgem pequenas erupções avermelhadas, acompanhadas de sensibilidade, coceira e desconforto na região afetada”, esclarece a especialista.
Para escapar das brotoejas é preciso:
.Manter a pele sempre fresca, limpa e seca
.Evitar ambientes abafados
.Não usar roupas que esquentem
“Banhos mornos ou frios, assim como a hidratação adequada da pele, também são importantes tanto para prevenção quanto para proporcionar alívio. O uso de loções calmantes e medicamentos tópicos pode ser indicado por um dermatologista para reduzir a inflamação e o desconforto. Durante o tratamento, o uso de protetor solar também é indispensável para evitar marcas na pele”, recomenda a dra. Glauce Eiko.
Outro problema que pode ser grave para a pele e que é muito comum nas praias do país, são as queimaduras provocadas pelo contato com animais marinhos como água-viva ou caravela portuguesa.
Essas lesões ocorrem pelas toxinas liberadas por esses animais, que podem gerar reações como:
.Dor intensa
.Ardor
.Vermelhidão
.Formação de bolhas
” O contato pode acontecer não apenas no mar, mas também na areia, então é importante prestar atenção onde você nada e anda. Caso você encoste em uma água-viva ou caravela portuguesa, a primeira orientação é lavar com água do mar e não com água doce. Isso porque a água do mar ajuda a remover as toxinas e resíduos de tentáculos, enquanto a água doce piora o desconforto. Em seguida, procure atendimento médico”, orienta a dermatologista.
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O suor excessivo e o aumento da oleosidade típicos do verão também podem atingir o couro cabeludo, provocando a incômoda caspa.
‘’A dermatite seborreica, conhecida popularmente como caspa, tende a se intensificar no calor e é caracterizada por inflamação da pele, com descamação, vermelhidão e aumento da oleosidade, especialmente em áreas ricas em glândulas sebáceas. Por isso, é mais comum no couro cabeludo, mas também pode atingir regiões como rosto, tórax, axilas e orelhas”, fala a médica.
As medidas de prevenção envolvem:
.Manter a pele e o couro cabeludo limpos
.Evitar banhos com água muito quente
.Fugir da exposição ao calor excessivo
.Diminuir o estresse
“Apesar de não ter cura, a dermatite seborreica pode ser controlada com o uso de shampoos e loções específicos, além de medicamentos tópicos ou orais, como antifúngicos”, conclui a dermatologista.
Contamos com a colaboração da Holding Comunicações e da médica: Dra. Glauce Eiko/Dermatologista
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