O mau-humor crônico, que recebe o nome de distimia e, segundo estudos epidemiológicos acomete cerca de 6% da população, quando surge na idade adulta, tende a se apresentar com freqüência de duas a três vezes maior em mulheres que em homens. Segundo o psiquiatra Leonardo Gama Filho, chefe do serviço de saúde mental do Hospital Municipal Lourenço Jorge (RJ), especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria e pela PUC-RJ, os pacientes descrevem seus humores como permanente tristeza, irritação ou aborrecimento, além de apresentarem queixas físicas. “Eles apontam também sintomas somáticos como apatia, fadiga, dores de cabeça, alterações do sono, zumbidos nos ouvidos, transtornos gástricos, dores articulares, baixa do apetite e redução da sexualidade”, afirma.
Embora a causa da distimia ainda não seja totalmente conhecida, algumas características de personalidade são muito freqüentes nos pacientes e possivelmente contribuem para o desencadeamento da doença. “Pessoas com extrema dependência de terceiros, que exigem constantes elogios e gratificações narcisistas, com baixa auto-estima e tendência a sentirem-se culpadas por seus atos são mais propensas”, diz o especialista.
Um sinal de que o mau-humor já pode ter virado doença é se ele ocorre desproporcionalmente a alguma situação real de vida, tanto em intensidade, quanto na sua duração. “Quando o mau-humor é fonte importante de sofrimento pessoal e acarreta fortes limitações nos relacionamentos interpessoais, nas atividades ocupacionais e de lazer, reduzindo em muito à capacidade do indivíduo de vivenciar o prazer, está hora de buscar ajuda”, alerta. Em alguns casos, o problema pode estar associado a outras patologias como transtorno bipolar, transtorno de ansiedade generalizada e dependência química.
Por Daniele Monte e Julia Rezende
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