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Arritmia cardíaca – fibrilação atrial

Um dos tipos de arritmias é a fibrilação atrial. Aliás, a mais comum, mais difícil de tratar e a que matam mais. Esta doença já está sendo considerada epidemia mundial. O problema atinge 5 milhões de americanos, todos os anos.

10% da população americana, acima de 80 anos, têm fibrilação atrial. 1 em cada 4 pessoas, a partir de 40 anos, pode desenvolver o mal. Por aqui, os dados também não são nada animadores. A fibrilação atrial é a 5ª maior causa de internação no SUS (Sistema Único de Saúde).

Esta arritmia pode ocorrer de maneira silenciosa, ou seja, sem causar qualquer sintoma e ser descoberta durante um eletrocardiograma de rotina.

A boa notícia é que a fibrilação atrial tem cura. O cardiologista Eduardo Saad, que se formou na UFRJ e fez residência na Cleveland Clinic, é um dos poucos a utilizar o procedimento conhecido como ablação – que é o tratamento utilizado para curar a doença. Consiste em utilizar cateteres (fios) colocados dentro do coração para corrigir ritmos anormais, eliminando os sintomas. As medicações existentes são capazes de controlar até 50% o problema. Com a ablação entre 85% e 90% das pessoas ficam curadas.

Esta ablação é a mais complexa de todas. A que exige maior numero de “cauterizações”,… Enfim, é realizada do lado esquerdo do coração (átrio esquerdo), ao redor de veias que trazem sangue do pulmão para o coração (geralmente são 4)!. Portanto, é fundamental localizar bem estas veias, pois cauterizar dentro delas, mesmo que milimetricamente. Além disso, a lesão que provocamos no tecido cardíaco através da cauterização não deve ser excessiva (pois pode furar o coração, provocar formação de coágulos,…). Porém, se não fizer algo robusto pode haver um efeito temporário apenas, com regeneração do tecido que deveria ser morto.

Aí que a técnica do eco intracardíaco (micro-camera dentro do coração) ajuda. Através desta sonda, que é colocada dentro do coração, é possível visualizar em tempo real todas as estruturas do coração e ter certeza de que as cauterizações estão sendo feitas no local correto, com grande precisão.

Além disso, é possível também dosar a quantidade de energia da cauterização, pois podemos visualizar os efeitos que estão ocorrendo no tecido cardíaco, evitando o excesso (que significa risco) e também a falta (que significa maior chance de dar errado). Enfim, podemos maximizar os resultados e minimizar os riscos.

Eduardo Saad é membro da Associação Brasileira de Cardiologia; Membro especialista da Associação Brasileira de Arritmias Cardíacas e Membro especialista do Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial (Sociedade Brasileira de Cirurgias Cardíacas).

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