Entenda os efeitos na desidratação, na enxaqueca, no sono e na ressaca
Bebida nos momentos de convivência, principalmente nas confraternizações e festas como Natal, Reveillón, Carnaval e etc, já é um hábito antigo de grande parte dos brasileiros.
Mas mesmo o ato de ‘’beber socialmente’’ precisa ser feito com moderação, pois o álcool é uma substância tóxica e as novas diretrizes médicas consideram que não há uma quantidade mínima de bebida que possa ser totalmente segura.
A bebida alcoólica pode provocar:
.Desidratação
.Enxaqueca
.Prejudicar o sono
.Causar ressaca
Siga lendo esta reportagem para saber mais.
Desidratação ((intertítulo))
Beber de forma constante pode levar a vários problemas de saúde e mesmo aquele hábito que pode parecer inocente de tomar uma cerveja com os amigos ou saborear um vinho com a família, pode oferecer risco.
A intolerância ao álcool não é a mesma em cada pessoa, sendo que em muitas os problemas podem ser imediatos, logo após a ingestão das bebidas.
“Não há quantidade segura para o consumo de bebidas alcoólicas, uma vez que o álcool é sempre uma substância tóxica, mesmo que socialmente tolerada. O conceito de uso de baixo risco é relativo e individualizado, mas não equivale a ‘uso seguro’ e o ideal para saúde metabólica, hepática, neurológica e hormonal, especialmente após os 40 anos, é a redução máxima ou abstinência”, afirma a nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).
Um dos efeitos mais diretos da ingestão de álcool é a desidratação.
“Isso ocorre porque ele inibe a liberação da vasopressina, que é um hormônio responsável por regular essa reabsorção de água nos rins. Além disso, o álcool é um diurético, então quando a pessoa ingere uma quantidade muito alta de álcool, ela vai várias vezes ao banheiro, por isso que tem essa desidratação importante”, afirma a endocrinologista Deborah Beranger, pós-graduada em Endocrinologia e Metabologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (SCMRJ).
Os sinais da desidratação incluem:
.Dor de cabeça leve
.Cansaço
.Sede
.Boca seca
.Câimbra
.Olhar fundo
“Para minimizar os danos, beber água entre os goles de álcool é uma maneira importante de evitar a desidratação. É importante lembrar que, quanto mais vezes a pessoa for ao banheiro durante a ingestão de álcool, mais ela precisa se hidratar”, acrescenta a dra. Deborah.
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Enxaqueca ((intertítulo))
O álcool pode ser ainda um gatilho para a enxaqueca, um dos tipos mais comuns de dor de cabeça.
“Em estudos internacionais, entre 20% e 30% dos pacientes com enxaqueca referem piora das crises após consumo de bebidas alcoólicas, sendo o vinho tinto o mais mencionado. No entanto, a relação não é uniforme: enquanto alguns pacientes desenvolvem crises poucas horas após ingerir álcool, outros não apresentam nenhuma relação entre o consumo e a as crises de enxaqueca”, afirma o neurologista Tiago de Paula, especialista em cefaleia pela Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP).
E prossegue o médico:
“A doença é neurológica, com predisposição genética e mecanismos complexos. O que ocorre é que o álcool atua como gatilho, ou seja, pode precipitar uma crise em quem já tem enxaqueca. Da mesma forma que outros fatores desencadeantes (estresse, jejum, alterações hormonais, certos alimentos), o vinho ou outras bebidas alcoólicas não provocam a doença do zero, apenas ativam o processo em cérebros suscetíveis”.
A teoria científica mais aceita é que a bebida alcoólica possui substâncias que agiriam assim como gatilhos das crises de enxaqueca.
“A tiramina e histamina (em especial no vinho tinto) podem influenciar na liberação de neurotransmissores ligados à dor. Os taninos e sulfitos, usados na conservação do vinho, também são apontados como possíveis irritantes. Além disso, o álcool favorece desidratação e distúrbios no sono, dois fatores sabidamente associados a crises de enxaqueca. Esses dois últimos motivos explicam por que outras bebidas alcóolicas além do vinho estão ligadas às crises”, aponta o dr. Tiago.
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Sono e ressaca ((intertítulo))
O álcool tem ainda o poder de comprometer a qualidade do sono.
“O álcool pode até induzir sono, mas leva a um sono mais leve, superficial e fragmentado, pois não deixa aprofundar o sono, diminuindo o sono REM. Além disso, o álcool desidrata, aumenta o ronco e faz com que a pessoa acorde várias vezes”, explica o otorrinolaringologista Paulo Reis, especialista em Medicina do Sono e coordenador científico do grupo Bonviv Brasil.
E o dr. Paulo comenta ainda:
“Durante o sono, especialmente no REM e no sono profundo, o cérebro reativa e reorganiza memórias e sentimentos, atenuando a carga emocional excessiva e fortalecendo a regulação emocional para o dia seguinte. Quando dormimos mal, essa ‘faxina emocional’ fica prejudicada e ficamos mais reativos ao estresse”, explica o especialista.
A falta de sono pode ainda gerar mau-humor ou comportamento depressivo.
“Menos sono leva a ficarmos mais irritáveis e ansiosos, piora a tomada de decisão e memória; aumenta sensação de sobrecarga, reduz o limiar para dor e doenças. Pequenos incômodos ficam enormes (dores pequenas ou zumbidos discretos que antes não eram percebidos passam a incomodar), desempenho e motivação caem: tarefas se acumulam, gerando mais estresse”, aponta o otorrinolaringologista.
Outro problema recorrente em quem costuma ingerir álcool é a ressaca, que ocorre por causa de uma combinação de fatores, tais como:
.Intoxicação
.Desidratação
.Inflamação gastrointestinal
.Alterações nos neurotransmissores
.Distúrbios do sono
Já os sintomas da ressaca variam de pessoa para pessoa, mas em geral os principais são:
.Cefaleia
.Náuseas
.Vômitos
.Fadiga
.Boca seca
.Sede intensa
.Sensibilidade à luz e ao som
.Tontura
.Irritabilidade
‘’Para aliviar a ressaca o consumo de água ajuda. Ela corrige a desidratação, ajuda a eliminar as toxinas do organismo, alivia diversos sintomas da ressaca, como dor de cabeça, fadiga e náuseas”, indica a dra. Marcella Garcez.
E a nutróloga conclui com uma dica importante:
“Consumir frutas e alimentos ricos em glicose pode ser benéfico para aliviar alguns dos sintomas da ressaca, principalmente porque esses alimentos fornecem nutrientes, energia e hidratação que podem ser úteis durante a recuperação. Entre as razões pelas quais frutas e alimentos ricos em glicose podem ser úteis estão a reposição de açúcares, hidratação, reposição de vitaminas, minerais e antioxidantes. Isso ajuda na digestão pela presença de fibras e no desconforto gastrointestinal e por terem sabores e texturas agradáveis, podem ser opções bem toleradas’’.
Contamos com a colaboração da Holding Comunicações e dos médicos:
Dra. Marcella Garcez/Nutróloga
Dra.Deborah Beranger/ Endocrinologista
Dr.Tiago de Paula/Neurologista
Dr.Paulo Reis/Otorrinolaringologista
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